segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Primeiros Socorros nas Escolas


 

Primeiros Socorros nas Escolas

Professores e funcionários de escolas públicas e privadas, de ensino infantil e básico, terão que aprender noções básicas de primeiros socorros. É o que determina a lei 13.722, denominada Lei Lucas, sancionada em outubro de 2018. Com prazo de 180 dias para começar a vigorar, a lei foi criada em homenagem a Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, que morreu em setembro de 2017, depois de engasgar com um pedaço de cachorro-quente durante um passeio escolar, em Campinas (SP). Na ocasião não havia ninguém preparado por perto para socorrê-lo e assim evitar a tragédia.

 

Moedas, tampas de caneta, peças pequenas de brinquedos e outros objetos, ou mesmo alimentos, podem causar engasgo ou sufocação em crianças pequenas, sendo uma das principais causas de morte acidental de bebês de até um ano de idade, segundo o Ministério da Saúde.

 

De acordo com a lei, os cursos de primeiros socorros serão ministrados por entidades municipais ou estaduais especializadas em práticas de auxílio imediato e emergencial à população, no caso dos estabelecimentos públicos, e por profissionais habilitados, no caso dos estabelecimentos privados, e têm por objetivo capacitar os professores e funcionários para identificar e agir preventivamente em situações de emergência e urgência médicas, até que o suporte médico especializado, local ou remoto, se torne possível.

 

O médico Erick Freitas Curi, presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologistas (SBA) e idealizador do Salve uma Vida, projeto de extensão da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), comemora a entrada em vigor da medida. “Ela é importante exatamente porque se esses acidentes, seja a parada cardíaca, seja a obstrução, acontecem na presença de alguém que sabe fazer as manobras, dobra a chance de sobrevida dessa pessoa”, afirmou.

O médico explicou que, no caso da parada cardíaca, para cada minuto que a pessoa fica sem a massagem cardíaca, diminui em 10% a chance de sobrevida. “Depois de 10 minutos em parada cardíaca, sem socorro, as chances de sobrevivência dessa pessoa são mínimas. E caso ela sobreviva, provavelmente vai ter sequelas neurológicas muito graves”, explicou o médico. “Então, o tempo é determinante. No caso do engasgo em si, com um pedaço de carne ou uma bala, qualquer tipo de alimento ou objeto, se aquele atendimento não for efetivo nos primeiros cinco a 10 minutos, muito provavelmente essa pessoa vai evoluir inevitavelmente para uma parada cardíaca”, continuou.

 

Segundo Erick Curi, a SBA iniciou há 10 anos o projeto Salve uma Vida, com treinamento de voluntários que queriam aprender os primeiros socorros. “Nós levamos isso para dentro da Universidade Federal do Espírito Santo. Transformamos o projeto Salve uma Vida num projeto de extensão da universidade e, desde a implementação, no âmbito da universidade, nós já treinamos mais de mil pessoas. Isso tudo de maneira voluntária, gratuita”, completou.

 

“A lei, do jeito que veio escrita, da forma como coloca a preocupação com a saúde e com o atendimento imediato das crianças que podem se acidentar nas escolas, vai fortalecer ainda mais nosso projeto.

 

Nós estamos totalmente à disposição das escolas municipais, estaduais e também particulares da nossa região para auxiliar nesses treinamentos. Treinamos o público não-médico, o público leigo, para prestar o socorro”, concluiu o médico.

 

Primeiros socorros nas escolas: como preparar professores e demais profissionais atuantes no espaço escolar para lidar com emergências

 

            Acidentes são uma das principais causas de morte entre crianças de 1 a 14 anos no Brasil, segundo a ONG Criança Segura. Em muitas situações, a prevenção ou um atendimento rápido e bem executado poderia evitar o pior. É por isso que falar sobre primeiros socorros nas escolas é essencial e obrigatório por lei.

           

Lei Lucas reforça essa importância: criada após a morte do menino Lucas Begalli, a norma exige a capacitação de professores e funcionários do ensino infantil e básico (público ou privado) para atender emergências.

 

Nesta palestra darei orientações práticas, listas de materiais e procedimentos para  agir com segurança em situações críticas.

 

Primeiros socorros nas escolas – Itens do Kit

 

            Um kit de primeiros socorros deve estar completo, acessível e adaptado a diferentes tipos de emergências. Confira os itens indispensáveis:

1 - Gaze, compressa, atadura, micropore, esparadrapo

2 - Luvas descartáveis, soro fisiológico, álcool 70%, água oxigenada

3 - Tesoura sem ponta, termômetro, pinça, antissépticos

4 - Repelente, pomada para queimadura, medicamentos básicos

4 - E Desfibrilador Externo Automático (DEA)

Além disso, outros materiais úteis incluem tala de imobilização, torniquete elástico, lençóis descartáveis e lanterna.


 Conhecendo o DEA

O Desfibrilador Externo Automático pioneiro da Latinoamérica

            As paradas cardiorrespiratórias fazem mais de 1000 vítimas por dia no Brasil, a maioria absoluta porque não recebe socorro a tempo.

            O Desfibrilador DEA é a única garantia do socorro rápido e adequado para a sobrevida da vítima até a chegada do resgate especializado. Sua presença em todos os locais é a maneira de reverter esse quadro. Afinal, o DEA é capaz de avaliar e tratar arritmias cardíacas, de forma automática, com total segurança.

            E o DEA da CMOS DRAKE é o mais completo com o melhor custo-benefício do mercado. Conheça todos os detalhes e leve essa segurança para perto de você.

 

DEA: tratamento seguro e automatizado

 

            O DEA oferece agilidade nas emergências cardíacas ao diagnosticar automaticamente (através da leitura do ECG), determinando o tratamento adequado em segundos. Seu sistema de segurança impede a aplicação de choque quando não for indicado, e garante a desfibrilação (descarga elétrica que reestabelece os batimentos da vítima) apenas quando o diagnóstico inteligente o indica.

 

            O DEA da Cmos Drake pode para ser utilizado em ambientes extra-hospitalares pois o usuário é orientado por voz, texto e animações instrutivas no display com dados completos e traçado de ECG. Basta posicionar os eletrodos adesivas no tórax do paciente e seguir instruções.

 

Existe ainda a cartilha de Primeiros Socorros nas Escolas do MEC e Ministério da Saúde para uma lista completa.

 

Telefones de emergência

 

Em momentos de acidentes é bastante comum que nos esqueçamos de informações importantes como números de emergência. E ligar para o resgate é a primeira e mais importante ação que deve ser tomada em casos de acidentes.

SAMU: 192

Bombeiros: 193

Polícia Militar: 190

Defesa Civil: 199

Disque Intoxicação (Anvisa): 0800 722 6001

Deixe esses números visíveis e salvos em locais estratégicos da escola.

 

Casos mais comuns e como agir em situações de emergência nas escolas

 

Conhecer as principais ocorrências e saber como agir pode salvar vidas.

 

Reúno neste material os acidentes mais frequentes em ambiente escolar e os procedimentos recomendados de primeiros socorros, com base em orientações da ONG Criança Segura e do Ministério da Saúde:

 

1. Sufocamento e Engasgo

É comum crianças pequenas engasgarem com alimentos ou pequenos objetos. Nestes casos:

1 - Examine a boca e o nariz da criança em busca do objeto obstrutor. Se visível e acessível, tente remover com cuidado usando os dedos ou uma pinça.

2 - Incentive a tosse. Em muitos casos, isso pode liberar a via aérea.

Se a obstrução persistir, aplique a manobra de Heimlich (para crianças maiores):

1 - Abrace a criança por trás, com as mãos posicionadas acima do umbigo.

2 - Com firmeza, pressione para dentro e para cima repetidamente.

Obs.: Nunca levante os braços da criança ou jogue sua cabeça para trás, pois isso pode agravar a obstrução.

Atenção: Em bebês, a técnica é diferente. Farei as demonstrações.

 

2. Parada Cardiorrespiratória

            Pode ocorrer como consequência de engasgos, afogamentos ou outras intercorrências graves.

Em caso de parada:

1 - Inicie imediatamente a RCP (reanimação cardiopulmonar) com compressões torácicas (30 compressões seguidas de 2 ventilações, se possível).

2 - Utilize o Desfibrilador Externo Automático (DEA) assim que disponível.

3 - Cada minuto sem atendimento reduz em até 10% a chance de sobrevivência, além de aumentar os riscos de dano cerebral irreversível.

 

3. Intoxicação

1 - Objetos e substâncias químicas também representam risco. Fique atento a sinais como vômito, sonolência, dificuldade para respirar ou queimaduras.

2 - Identifique e afaste a fonte da intoxicação.

3 - Não provoque vômito, a menos que indicado por profissional de saúde.

4 - Encaminhe a criança ao serviço médico, levando a embalagem da substância ingerida, se possível.

Obs.: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001.

 

4. Sangramento Nasal

Comum em dias secos, após quedas ou devido a infecções respiratórias.

1 - Sente a criança com o tronco ereto e a cabeça levemente inclinada para frente.

2 - Pressione a narina afetada por 5 a 10 minutos.

3 - Se o sangramento persistir, aplique compressa gelada na base do nariz.

Leve a criança ao pronto atendimento se não houver melhora.

 

5. Convulsões

Convulsões assustam, mas geralmente duram pouco e podem ser controladas com calma:

1 - Afaste objetos próximos para evitar lesões.

2 - Deite a criança de lado e afrouxe suas roupas.

Obs.: Nunca tente conter os movimentos nem reanimar com tapas.

3 - Coloque um pano entre os dentes para evitar mordida da língua.

Após a crise, leve a criança para avaliação médica e observe se há alteração de cor ou pulso.

 

6. Afogamento

Mesmo em atividades supervisionadas, afogamentos podem acontecer, especialmente entre crianças pequenas.

1 - Retire a criança da água com cuidado, mantendo a cabeça alinhada com o corpo.

2 - Verifique se ela está consciente e respirando.

3 - Se estiver inconsciente, inicie RCP imediatamente e acione o resgate.

4 - Caso a criança esteja consciente, mantenha-a deitada de lado, aquecida e sob observação.

Dica de prevenção: Instale cercas ao redor de piscinas, use boias ou coletes adequados à idade e nunca deixe crianças sozinhas perto da água, mesmo que por poucos segundos.

 

Conclusão: como preparar sua escola para os primeiros socorros

 

            A prevenção é sempre o melhor caminho. Embora kits de primeiros socorros e treinamentos sejam fundamentais, preparar a escola como um todo, da infraestrutura à capacitação de pessoas, é essencial para garantir mais segurança aos alunos e profissionais.

 

            Além dos kits e aulas de primeiros socorros para os professores e funcionários é importante se atentar à infraestrutura do ambiente, buscando identificar possíveis locais sensíveis e propícios a acidentes, principalmente áreas abertas, além de deixar objetivos e produtos sensíveis em locais seguros.

 

            Incentivar a educação de segurança para os pequenos também é uma opção muito necessárias.

 



segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Educação Financeira na terceira idade.

 


FACULDADE UNICV

Elias Batista Nogueira

 

Educação Financeira na terceira idade

 

Artigo Cientifico apresentado a Faculdade UNICV como parte das exigências para obtenção do Título de Tecnólogo em Despachante Documentalista.

 

RIO DE JANEIRO

2025

 

RESUMO

           A educação financeira é uma ferramenta importante para assegurar a liberdade financeira da pessoa idosa. Isso acaba por afetar a sua produtividade, pode desencadear problemas, causar brigas com pessoas próximas e até pode levar o idoso a cometer devaneios e atentar contra a própria vida.

Palavras-chave: Finança. Necessidade. Devaneios.

 

Introdução

No presente artigo relatarei a Dependência especificamente a partir de uma visão o mínimo romantizada possível respeitando o limite de monetário da maioria dos idosos brasileiros e dentro deste limite estudar as reações humanas dos idosos no contexto do ambiente no campo multidisciplinar e  multiprofissional em um espaço dinâmico influenciado por diversos fatores: infraestrutura, equipe, propostas, situação financeira, organização e relacionamentos com os  familiares e demais membros da sociedade. Para dar conta de tudo isso, um bom aprendizado é imprescindível.

O Gestor Financeiro é um profissional é um profissional altamente qualificado que tem responsabilidades amplas em relação à saúde financeira. Nós, os idosos, precisamos entender essa figura para saber quem é o responsável por garantir que nossa sobrevivência e prosperidade sempre que possível. No mundo de uma pessoa idosa, um gestor financeiro é um consultor, indicador de riscos e braço direito do idoso, juntando experiências e conhecimentos para definir desafios, solução, e principalmente garantir que plano seja bem sucedido.

Nós estamos cada vez mais conscientes da importância de gerenciar nossos rendimentos de forma eficaz. Isso inclui não apenas a gestão do dia a dia, mas também a planejamento financeiro a longo prazo. Nesse contexto, surge a figura do gestor financeiro, profissional que é responsável por garantir que a aposentadoria esteja financiada, com receita estável e balanço orçamentário equilibrado. No entanto, muitas pessoas ainda não sabem quem é um gestor financeiro, qual é o seu papel ou quais são suas responsabilidades na vida de uma pessoa idosa.

Educação Financeira

Educação financeira é um instrumento através do qual são desenvolvidas habilidades e competências que contribuem para uma melhor compreensão sobre escolhas, oportunidades e riscos em relação à vida financeira das pessoas, contribuindo assim para a melhoria do seu bem-estar e qualidade de vida.

Falar sobre dinheiro e outros aspectos da vida financeira às vezes pode ser considerado um tabu, ou seja, algo que não é discutido amplamente. No entanto, avaliar as causas e consequências relacionadas a gastos, ganhos, poupança, dívidas, orçamento, etc., é fundamental para uma vida financeira mais equilibrada.

Normalmente temos dificuldade em lidar com dinheiro e isso nos impede de ter uma vida mais tranquila, de nos planejarmos para o futuro e de realizarmos sonhos, tais como: adquirir um certo bem, como uma casa, um veículo, fazer uma viagem ou qualquer outra coisa que exija um gasto a mais no nosso orçamento.

Além disso, nossa situação financeira é parte integrante da nossa vida, sendo um dos aspectos responsáveis por nosso nível de estresse e de qualidade de vida.

Segundo pesquisa recente, o dinheiro é a principal causa de estresse para o brasileiro. Por isso, a organização financeira é importante até por que na fase de idosos aparecem muitas situações imprevistas como doenças, ajuda a familiares e muitas outras adversidades na área financeira como golpes nas aposentadorias (por exemplo).

Planejamento

Planejar é algo que fazemos todos os dias, mesmo sem perceber: é quando decidimos o que vamos fazer ao longo do dia, da semana, o que comer, que roupa vestir, onde ir, qual trajeto pegar, etc.

Porém, como geralmente são ações cotidianas que se tornam hábitos, muitas vezes não paramos para pensar sobre elas e isso acontece também com nossa vida financeira, pois tomamos atitudes por impulso e isso pode nos trazer problemas, como dívidas altas e/ou de longo prazo.

Por isso, é fundamental um planejamento mais sistematizado sobre nossa situação financeira.

Este é o primeiro passo para cuidar bem de nosso orçamento e nos guiar a fazer escolhas, que podem nos levar a um futuro mais tranquilo e com menos estresse.

Quem erra em planejar insiste em errar (Dr Edson dos Anjos – Psicanalista Brasileiro).

Para entender e organizar nosso orçamento, precisamos saber quanto recebemos e quanto gastamos.

Os ganhos podem vir de diferentes fontes: renda do trabalho, de aposentadoria ou pensão, de outros benefícios, aluguéis de imóveis, prestação de serviços ou “bicos”, entre outros. Tudo que você recebe pode ser chamado de receita.

Já para saber o que gastamos, precisamos calcular todas as despesas.  Assim como as receitas, as despesas podem ser fixas ou eventuais.

Por exemplo, gastos com aluguel, contas de água, energia, gás, telefone, transporte, uma prestação, alimentação, internet e outras despesas mensais podem ser classificadas como despesas fixas.

As despesas que não temos com certa frequência, como a compra de um eletrodoméstico ou de outro bem, uma reforma na casa, um conserto ou reparo, uma viagem, um momento de lazer, ou uma despesa que não seja fixa, podemos classificar como despesa eventual.

Mas atenção, mesmo sendo eventual, ela deve ser registrada no mês em que ela foi cobrada.

Depois de anotar tudo o que você ganha e gasta, você deverá calcular seu saldo ao final do mês: RECEITAS / DESPESAS / SALDO.

É muito importante para nós (idosos) que estejamos sempre com a Luz Verde acesa (orçamento com sobras para eventuais necessidades) ou com a luz amarela (fechando com um orçamento neutro), mais se estivermos no vermelho temos que traçar uma meta pra não ficarmos nesta situação por muito tempo! Lembre-se que imprevistos não podem ser rotina.

A importância de investir

Geralmente, não temos o hábito de investir. Isso se deve a vários fatores, principalmente culturais, mas também pela ausência de uma educação financeira desde a infância.

Temos uma falsa ideia de que só podemos investir se tivermos bastante dinheiro. Claro que isso pode ser um ponto favorável, afinal, é mais fácil investir quando se tem suas necessidades básicas satisfeitas.

Quando os recursos são poucos e dão apenas para arcar com as despesas básicas é muito mais difícil. Porém, não é impossível.

Há pessoas que têm salários altos ou mesmo que já foram ricas, que receberam prêmios milionários e acabaram se endividando e/ou gastando tudo que tinham.

Portanto, uma vida financeira equilibrada está relacionada não apenas ao quanto você ganha, mas também ao quanto você gasta e como você equilibra isso.

Você não precisa investir apenas um valor alto. Qualquer quantia que seja já é um passo importante.

Ter uma reserva de dinheiro pode ser útil para você comprar algo que sempre quis, mas que não cabe no orçamento mensal, desde um objeto simples, como um eletrodoméstico, a um bem mais duradouro, como uma casa, por exemplo.

Além disso, esse dinheiro poupado também pode ser usado para imprevistos que acontecem na nossa vida, que exigem recursos financeiros.

Quando eles aparecem e não temos nenhuma reserva, podemos fazer dívidas não previstas que podem ser de longo prazo.

Então, para começar a investir, você precisa organizar primeiro seu orçamento, deixando-o com saldo positivo.

Para isso você precisa economizar e podemos começar em ações simples do nosso dia a dia.

Veja alguns exemplos:

EM CASA: demorar menos tempo no banho, não deixar luzes acesas sem necessidade, verificar o funcionamento dos aparelhos eletrodomésticos, consertar vazamentos, infiltrações.

NO SUPERMERCADO: sempre anotar o que realmente precisa comprar, comparar preços e esperar promoções substituir marcas ou itens que subiram de preço.

NO TRANSPORTE: Prefira transportes mais econômicos. Ter um veículo nos dá um certo conforto, porém, existe uma despesa grande além do valor da prestação e do combustível. Então, é preciso avaliar se compensa o custo. Você pode optar por transporte público, transporte por aplicativos, caronas de vizinhos e conhecidos.

NA FARMÁCIA: Ao comprar remédios, você pode optar pelos genéricos, que são geralmente mais baratos e possuem a mesma fórmula e efeitos esperados que os remédios de marca específica.

NO RESTAURANTE: Você pode variar a ida a restaurantes, pesquisando outras opções que possam ser mais econômicas. Nem sempre os mais famosos são os melhores e isso vai depender também do que você gosta de comer e de que tipo de ambiente faz você se sentir bem.

EXISTEM DIVERSOS SERVIÇOS E BENEFÍCIOS GRATUITOS AOS QUAIS VOCÊ COMO PESSOA IDOSA PODE TER DIREITO!

Vejamos alguns deles:

Remédios: Se você faz uso de algum medica mento contínuo, para diabetes e hipertensão, por exemplo, você pode recebê-lo gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Procure a Unidade de Saúde mais próxima de casa e se informe.

Transporte: Se você tiver 65 anos ou mais você pode usar o transporte público urbano e semiurbano de forma gratuita. Procure o CRAS mais próximo de sua casa ou região para maiores informações. Nas viagens interestaduais, há reserva de vagas gratuitas para os maiores de 60 anos que recebem até dois salários mínimos. Procure informações no terminal rodoviário interestadual de sua cidade para saber como acessar esse benefício.

Atividades de lazer e espetáculos: Se você tiver 60 anos ou mais, você tem direito a meia entrada, ou seja, 50% de desconto no valor de ingressos de qualquer atividade esportiva, artística ou cultural.

Imposto de renda: se você é aposentado ou pensionista acima de 65 anos, você tem uma faixa de isenção de imposto de renda maior que a estipulada. E se você possuir alguma doença grave, você poderá ter uma isenção total do imposto de renda. Para maiores informações, consultar a Receita Federal.

Além disso, existem outros benefícios aos quais uma pessoa idosa tem direito, bem como prioridade de acesso a diversos programas, como o de moradia popular, por exemplo. Esses e outros benefícios estão previstos na Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso).


Conclusão:

Se você já tem um benefício, como aposentadoria, pensão, BPC, etc. ele faz parte das suas receitas, ou seja, do que você recebe e deve ser contabilizado na hora de organizar seu orçamento.

Muitas famílias têm um benefício de uma pessoa idosa como principal ou única renda da família.

Dados apontam que, das pessoas idosas aposenta das no país, 95% delas contribuem com a renda da casa. Portanto, é fundamental que todos colaborem para um orçamento familiar equilibrado.

As sim como também é importante fazer bom uso do benefício, evitando dívidas e abuso financeiro.

É quase impossível não fazer dívidas.

Às vezes nos deparamos com situações em que queremos adquirir algo pelo qual não podemos pagar de forma integral, então o jeito é parcelar, ou buscar um empréstimo, ou seja, fazer uma dívida.

Mas, há dívidas que controlamos, que conseguimos quitar. Já outras se transformam numa bola de neve e nos levam a um superendividamento.

Esse risco aumenta com a idade e na população Idosa e principalmente acima de 65 anos se potencializa pelas diversas ofertas de empréstimo por parte dos bancos e pedidos por parte de familiares que querem realizar seus sonhos em cima do Idoso que tem seu benefício garantido e facilidade de pegar uma graninha estra.

Estejam atentos a isso para não passar privações nas horas em que mais precisar.


REFERÊNCIAS:

  • ARAÚJO, Beatriz et. al. Educação Financeira. Re vista Unilago, 2018. Disponível em file:///C:/ Users/anile/Downloads/97-Texto%20do%20Arti go-335-1-10-20181109%20(1).pdf


 

  •  BRASIL. Banco Central do Brasil. Indicadores de en dividamento de risco e perfil do tomador de crédito. Estudo Especial nº 80/2020 In Relatório de Economia Bancária (2019). Disponível em https://www.bcb.gov.br/content/publicacoes/relatorioeconomiabancaria/ REB_2019.pdf
  • Ministério da Mulher, da Família e dos Di reitos Humanos. Disque Direitos Humanos - Rela tório 2019. Disponível em https://www.gov.br/mdh/ pt-br/acesso-a-informacao/ouvidoria/Relatorio_Dis que_100_2019_.pdf
  • EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA PESSOAS IDOSAS EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA PESSOAS IDOSAS ______. Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB, 2013.72 p. Disponível também on-line texto integral: www.bcb.gov.br
  • ENEF. Estratégia Nacional de Educação Financeira. Tecnologias sociais – aposentados (2016). Disponível em https://www.vidaedinheiro.gov.br/tecnologias-so ciais-aposentados/?doing_wp_cron=1603478066.133 4679126739501953125
  • OCDE. Organização para a Cooperação e Desenvolvi mento Econômico. Recomendação sobre os Princípios e as Boas Práticas de Educação e Conscientização Fi nanceira (2005). Disponível em: http://www.oecd.org/ daf/fin/financialeducatio

SUPERIOR SEQUENCIAL EM GESTÃO EDUCACIONAL E PEDAGÓGICA

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