FACULDADE UNICV
Elias Batista Nogueira
Educação Financeira na
terceira idade
Artigo Cientifico apresentado a Faculdade UNICV como parte das exigências para obtenção do Título de Tecnólogo em Despachante Documentalista.
RIO DE JANEIRO
2025
A educação financeira é uma ferramenta importante para assegurar a liberdade financeira da pessoa idosa. Isso acaba por afetar a sua produtividade, pode desencadear problemas, causar brigas com pessoas próximas e até pode levar o idoso a cometer devaneios e atentar contra a própria vida.
Palavras-chave: Finança. Necessidade. Devaneios.
Introdução
No presente
artigo relatarei a Dependência especificamente a partir de uma visão o mínimo
romantizada possível respeitando o limite de monetário da maioria dos idosos
brasileiros e dentro deste limite estudar as reações humanas dos idosos no
contexto do ambiente no campo multidisciplinar e multiprofissional em um espaço dinâmico
influenciado por diversos fatores: infraestrutura, equipe, propostas, situação
financeira, organização e relacionamentos com os familiares e demais membros da sociedade. Para
dar conta de tudo isso, um bom aprendizado é imprescindível.
O Gestor Financeiro
é um profissional é um profissional altamente qualificado que tem
responsabilidades amplas em relação à saúde financeira. Nós, os idosos,
precisamos entender essa figura para saber quem é o responsável por garantir
que nossa sobrevivência e prosperidade sempre que possível. No mundo de uma
pessoa idosa, um gestor financeiro é um consultor, indicador de riscos e braço
direito do idoso, juntando experiências e conhecimentos para definir desafios,
solução, e principalmente garantir que plano seja bem sucedido.
Nós estamos cada vez mais conscientes da importância de gerenciar nossos rendimentos de forma eficaz. Isso inclui não apenas a gestão do dia a dia, mas também a planejamento financeiro a longo prazo. Nesse contexto, surge a figura do gestor financeiro, profissional que é responsável por garantir que a aposentadoria esteja financiada, com receita estável e balanço orçamentário equilibrado. No entanto, muitas pessoas ainda não sabem quem é um gestor financeiro, qual é o seu papel ou quais são suas responsabilidades na vida de uma pessoa idosa.
Educação Financeira
Educação financeira é um instrumento através do qual são
desenvolvidas habilidades e competências que contribuem para uma melhor compreensão
sobre escolhas, oportunidades e riscos em relação à vida financeira das
pessoas, contribuindo assim para a melhoria do seu bem-estar e qualidade de
vida.
Falar sobre dinheiro e outros aspectos da vida financeira às
vezes pode ser considerado um tabu, ou seja, algo que não é discutido
amplamente. No entanto, avaliar as causas e consequências relacionadas a
gastos, ganhos, poupança, dívidas, orçamento, etc., é fundamental para uma vida
financeira mais equilibrada.
Normalmente temos dificuldade em lidar com dinheiro e isso
nos impede de ter uma vida mais tranquila, de nos planejarmos para o futuro e
de realizarmos sonhos, tais como: adquirir um certo bem, como uma casa, um
veículo, fazer uma viagem ou qualquer outra coisa que exija um gasto a mais no
nosso orçamento.
Além disso, nossa situação financeira é parte integrante da
nossa vida, sendo um dos aspectos responsáveis por nosso nível de estresse e de
qualidade de vida.
Segundo pesquisa recente, o dinheiro é a principal causa de estresse para o brasileiro. Por isso, a organização financeira é importante até por que na fase de idosos aparecem muitas situações imprevistas como doenças, ajuda a familiares e muitas outras adversidades na área financeira como golpes nas aposentadorias (por exemplo).
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Planejamento |
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Planejar é algo que fazemos todos os dias, mesmo sem perceber: é quando decidimos o que vamos fazer ao longo do dia, da semana, o que comer, que roupa vestir, onde ir, qual trajeto pegar, etc. Porém, como geralmente são ações cotidianas que se tornam hábitos, muitas vezes não paramos para pensar sobre elas e isso acontece também com nossa vida financeira, pois tomamos atitudes por impulso e isso pode nos trazer problemas, como dívidas altas e/ou de longo prazo. Por isso, é fundamental um planejamento mais sistematizado sobre nossa situação financeira. Este é o primeiro passo para cuidar bem de nosso orçamento
e nos guiar a fazer escolhas, que podem nos levar a um futuro mais tranquilo
e com menos estresse. Quem erra em planejar
insiste em errar (Dr Edson dos Anjos – Psicanalista Brasileiro). Para entender e organizar nosso orçamento, precisamos saber quanto recebemos e quanto gastamos. Os ganhos podem vir de diferentes fontes: renda do trabalho, de aposentadoria ou pensão, de outros benefícios, aluguéis de imóveis, prestação de serviços ou “bicos”, entre outros. Tudo que você recebe pode ser chamado de receita. Já para saber o que gastamos, precisamos calcular todas as despesas. Assim como as receitas, as despesas podem ser fixas ou eventuais. Por exemplo, gastos com aluguel, contas de água, energia, gás, telefone, transporte, uma prestação, alimentação, internet e outras despesas mensais podem ser classificadas como despesas fixas. As despesas que não temos com certa frequência, como a compra de um eletrodoméstico ou de outro bem, uma reforma na casa, um conserto ou reparo, uma viagem, um momento de lazer, ou uma despesa que não seja fixa, podemos classificar como despesa eventual. Mas atenção, mesmo sendo eventual, ela deve ser registrada no mês em que ela foi cobrada. Depois de anotar tudo o que você ganha e gasta, você deverá calcular seu saldo ao final do mês: RECEITAS / DESPESAS / SALDO. É muito importante para nós (idosos) que estejamos sempre com a Luz Verde acesa (orçamento com sobras para eventuais necessidades) ou com a luz amarela (fechando com um orçamento neutro), mais se estivermos no vermelho temos que traçar uma meta pra não ficarmos nesta situação por muito tempo! Lembre-se que imprevistos não podem ser rotina. A importância de investir Geralmente, não temos o hábito de investir. Isso se deve a vários fatores, principalmente culturais, mas também pela ausência de uma educação financeira desde a infância. Temos uma falsa ideia de que só podemos investir se tivermos bastante dinheiro. Claro que isso pode ser um ponto favorável, afinal, é mais fácil investir quando se tem suas necessidades básicas satisfeitas. Quando os recursos são poucos e dão apenas para arcar com as despesas básicas é muito mais difícil. Porém, não é impossível. Há pessoas que têm salários altos ou mesmo que já foram ricas, que receberam prêmios milionários e acabaram se endividando e/ou gastando tudo que tinham. Portanto, uma vida financeira equilibrada está relacionada não apenas ao quanto você ganha, mas também ao quanto você gasta e como você equilibra isso. Você não precisa investir apenas um valor alto. Qualquer quantia que seja já é um passo importante. Ter uma reserva de dinheiro pode ser útil para você comprar algo que sempre quis, mas que não cabe no orçamento mensal, desde um objeto simples, como um eletrodoméstico, a um bem mais duradouro, como uma casa, por exemplo. Além disso, esse dinheiro poupado também pode ser usado para imprevistos que acontecem na nossa vida, que exigem recursos financeiros. Quando eles aparecem e não temos nenhuma reserva, podemos fazer dívidas não previstas que podem ser de longo prazo. Então, para começar a investir, você precisa organizar primeiro seu orçamento, deixando-o com saldo positivo. Para isso você precisa economizar e podemos começar em ações simples do nosso dia a dia. Veja alguns exemplos: EM CASA: demorar menos tempo no banho, não deixar luzes acesas sem necessidade, verificar o funcionamento dos aparelhos eletrodomésticos, consertar vazamentos, infiltrações. NO SUPERMERCADO: sempre anotar o que realmente precisa comprar, comparar preços e esperar promoções substituir marcas ou itens que subiram de preço. NO TRANSPORTE: Prefira transportes mais econômicos. Ter um veículo nos dá um certo conforto, porém, existe uma despesa grande além do valor da prestação e do combustível. Então, é preciso avaliar se compensa o custo. Você pode optar por transporte público, transporte por aplicativos, caronas de vizinhos e conhecidos. NA FARMÁCIA: Ao comprar remédios, você pode optar pelos genéricos, que são geralmente mais baratos e possuem a mesma fórmula e efeitos esperados que os remédios de marca específica. NO RESTAURANTE: Você pode variar a ida a restaurantes, pesquisando outras opções que possam ser mais econômicas. Nem sempre os mais famosos são os melhores e isso vai depender também do que você gosta de comer e de que tipo de ambiente faz você se sentir bem. EXISTEM DIVERSOS SERVIÇOS E BENEFÍCIOS GRATUITOS AOS QUAIS VOCÊ COMO PESSOA IDOSA PODE TER DIREITO! Vejamos alguns deles: Remédios: Se você faz uso de algum medica mento contínuo, para diabetes e hipertensão, por exemplo, você pode recebê-lo gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Procure a Unidade de Saúde mais próxima de casa e se informe. Transporte: Se você tiver 65 anos ou mais você pode usar o transporte público urbano e semiurbano de forma gratuita. Procure o CRAS mais próximo de sua casa ou região para maiores informações. Nas viagens interestaduais, há reserva de vagas gratuitas para os maiores de 60 anos que recebem até dois salários mínimos. Procure informações no terminal rodoviário interestadual de sua cidade para saber como acessar esse benefício. Atividades de lazer e espetáculos: Se você tiver 60 anos ou mais, você tem direito a meia entrada, ou seja, 50% de desconto no valor de ingressos de qualquer atividade esportiva, artística ou cultural. Imposto de renda: se você é aposentado ou pensionista acima de 65 anos, você tem uma faixa de isenção de imposto de renda maior que a estipulada. E se você possuir alguma doença grave, você poderá ter uma isenção total do imposto de renda. Para maiores informações, consultar a Receita Federal. Além disso, existem outros benefícios aos quais uma pessoa
idosa tem direito, bem como prioridade de acesso a diversos programas, como o
de moradia popular, por exemplo. Esses e outros benefícios estão previstos na
Lei 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso). |
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Conclusão: Se você já tem um benefício, como aposentadoria, pensão, BPC, etc. ele faz parte das suas receitas, ou seja, do que você recebe e deve ser contabilizado na hora de organizar seu orçamento. Muitas famílias têm um benefício de uma pessoa idosa como principal ou única renda da família. Dados apontam que, das pessoas idosas aposenta das no país, 95% delas contribuem com a renda da casa. Portanto, é fundamental que todos colaborem para um orçamento familiar equilibrado. As sim como também é importante fazer bom uso do
benefício, evitando dívidas e abuso financeiro. É quase impossível não fazer dívidas. Às vezes nos deparamos com situações em que queremos adquirir algo pelo qual não podemos pagar de forma integral, então o jeito é parcelar, ou buscar um empréstimo, ou seja, fazer uma dívida. Mas, há dívidas que controlamos, que conseguimos quitar. Já outras se transformam numa bola de neve e nos levam a um superendividamento. Esse risco aumenta com a idade e na população Idosa e principalmente acima de 65 anos se potencializa pelas diversas ofertas de empréstimo por parte dos bancos e pedidos por parte de familiares que querem realizar seus sonhos em cima do Idoso que tem seu benefício garantido e facilidade de pegar uma graninha estra. Estejam atentos a isso para não passar privações nas horas
em que mais precisar. |
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REFERÊNCIAS:
- ARAÚJO, Beatriz et. al. Educação Financeira. Re vista Unilago, 2018. Disponível em file:///C:/ Users/anile/Downloads/97-Texto%20do%20Arti go-335-1-10-20181109%20(1).pdf
- BRASIL. Banco Central do Brasil. Indicadores de en dividamento de risco e perfil do tomador de crédito. Estudo Especial nº 80/2020 In Relatório de Economia Bancária (2019). Disponível em https://www.bcb.gov.br/content/publicacoes/relatorioeconomiabancaria/ REB_2019.pdf
- Ministério da Mulher, da Família e dos Di reitos Humanos. Disque Direitos Humanos - Rela tório 2019. Disponível em https://www.gov.br/mdh/ pt-br/acesso-a-informacao/ouvidoria/Relatorio_Dis que_100_2019_.pdf
- EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA PESSOAS IDOSAS EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA PESSOAS IDOSAS ______. Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais. Brasília: BCB, 2013.72 p. Disponível também on-line texto integral: www.bcb.gov.br
- ENEF. Estratégia Nacional de Educação Financeira. Tecnologias sociais – aposentados (2016). Disponível em https://www.vidaedinheiro.gov.br/tecnologias-so ciais-aposentados/?doing_wp_cron=1603478066.133 4679126739501953125
- OCDE. Organização
para a Cooperação e Desenvolvi mento Econômico. Recomendação sobre os
Princípios e as Boas Práticas de Educação e Conscientização Fi nanceira
(2005). Disponível em: http://www.oecd.org/ daf/fin/financialeducatio

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